Praia Minha Meu Santiago 2010
- olhem com olhos de ver, alma culta e vontade política para os verdadeiros espelhos da cultura cabo-verdiana, ou de qualquer outra, que são os mercados. Em qualquer parte do mundo os mercados são o espelho das culturas. É mais que tempo para se limpar a imundice do cais de pesca, dos portos de pesca, dos mercados em geral. Os mercados são grandes escolas de educação cívica, mas é preciso quem dirija.
- não haja distinções para a violência. Violência é violência. Tanto faz doméstica, do género, infantil, urbana, moral, física ou qualquer outra. A Justiça gera a não-violência e por isso deve tratar a violência de forma horizontal e célere. Quanto mais lenta e sem meios se encontrar este pilar central da sociedade mais esta se infecta de violência.
- se industrialize a agricultura com um grande plano de cultivo em larga escala da Jatropha curcas (a velha e histórica purgueira) para que o mundo rural cabo-verdiano veja aumentar os seus rendimentos e a pobreza diminua.
- o Estado continue a dar bons conselhos às empresas privadas e à sociedade em geral mas que dê o exemplo. Poupe energia, dinheiro e recursos e gira melhor do que ninguém as suas empresas e os serviços públicos.
- a tropa deixe de fazer exercícios militares dentro da cidade, com exibicionismos parolos que em nada dignificam a nobre Capital do País que se quer desmilitarizada, culta e cívica.
- à Capitania dos Portos e à Polícia Marítima sejam dados os meios adequados para um bom desempenho e fiscalização na protecção de todo o património marítimo. Como pode alguém não se indignar com o assalto que se está a fazer à bela Baía de Santa Clara!
- o espaço do Taiti seja transformado num belo e frondoso jardim, num belo e saudável pulmão da cidade.
- o coreto da Praça Afonso de Albuquerque não continue silencioso… e escuro. Para que a Cidade venha para a rua.
















