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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O Imutável.



Por estes dias dei um saltinho à Ilha do Sal e fiquei de veras convencido que há coisas que não mudam apenas porque não são obrigadas a mudar, ou ninguém as quer mudar. Espargos está diferente, para melhor, e muita coisa mudou. Por exemplo, passou a haver muitas vias de sentido único e outras foram simplesmente encerradas ao trânsito automóvel. A Vila – desculpe, a Cidade – está mais asseada e melhor ordenada. De certeza que houve muitas outras mudanças para melhor que não tive oportunidade de saber.
No entanto há coisas espantosas. O Mercado e o pelourinho de peixe são os mesmos de há 20 anos para cá, e o novo “Mercado de Peixe” funciona à mesma na rua. Quero dizer, os procedimentos para com a manipulação e venda de peixe são os mesmos de há 20 anos: peixe na rua ou ao ar livre, moscas de muitas espécies e cores, água suja e absoluta indiferença das autoridades sanitárias.
Se um carro circular nas vias reservadas a peões, ou em sentido contrário, ou se estacionar onde não deve, a Lei é clara e a autoridade faz-se sentir num estalar de dedos. Mas a manipulação, conservação e venda de pescado tão importantes para a saúde de todos nós não tem lei nem mando. Bom, não tem para esses vendedores, no Sal ou em qualquer parte do País, e para as estruturas sob a tutela do Estado. Para os outros… claro que tem lei e as “mudanças” são obrigatórias. Acho bem.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Segurança Alimentar.

Hoje.

domingo, 23 de maio de 2010

Sensibilizar.

Desde que Cabo Verde tomou as rédeas da sua marcha têm sido às centenas as acções de sensibilização para tudo o que é dificuldade. Saúde, lixo, violência, política e inúmeras causas de toda a ordem. Umas com melhores resultados do que outras, têm sido uma ferramenta que os governantes recorrem com assiduidade para, digamos, apresentar serviço. Nas pescas e actividades relacionadas já se fizeram encontros e explicações sobre tudo o que há para dar, distribuindo à borla caixas térmicas em múltiplos formatos e subsídios para tudo, gelo, motores, embarcações, viagens de estudo, artes, já para não falar nas fortunas gastas em estudos sobre o sector e em estruturas abandonadas.
Resultados? Não pode haver, simplesmente porque a sensibilização está invertida. Não são os pescadores, peixeiras e operadores que precisam de sensibilização. Quem precisa de se sensibilizar é quem tem por tarefa fazer aplicar a legislação ou criar regulamentação. O estado de insanidade e abandono a que se deixou chegar os portos de pesca, estruturas da responsabilidade de todos os governos idos e vindouros, é no mínimo confrangedor e não se percebe por gozam os pescadores e as peixeiras de tantas mordomias.
Se é proibido a uma rabidante vender no passeio público ou um comerciante vender produtos fora de prazo pelo que se ordena aparato policial e tema noticioso, não se percebe porque razão um pescador ou uma peixeira não são obrigados a cumprir a Lei em tudo o que diz respeito à manipulação, trato e conservação do pescado. Não só não são obrigados e por isso não cumprem como ainda por cima volta e meia são alvo de “sensibilizações” por conta do erário público para o qual não contribuem com uma espinha sequer.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Uma Morabeza Muito Cara.

De regresso deparo de novo com uma imensa balbúrdia, a mesma que em 1995 mas agora mais aparatosa e dispendiosa, e a triste notícia de que algumas vidas se perderam ou se perdem. Anúncios, avisos, propaganda, outdoors , campanhas de limpeza, conferências, declarações, camiões numa correria desenfreada uns com entulhos e lixo outros com árvores abatidas sem dó nem piedade. Tudo serve de negócio no meio da confusão que pelo meio também enaltece a eficácia de muito voluntarismo e boa vontade.
Mas o que é espantoso é que ao primeiro sinal, ao primeiro caso, ao primeiro alerta nada se faz. Ou melhor, faz-se a tradicional declaração oficial: “não há motivo para alarme, a situação está sob controlo.” que traduzido significa: “o vírus foi detido para identificação e neste momento aguarda julgamento em liberdade”.
Foi assim com a Cólera, com o H1N1 que por sorte nossa não gosta de calor, e agora a Dengue. Primeiro o vírus instala-se com calma, agradece a morabeza e depois propaga-se quando lhe apetece.
Todos sabemos que é impossível deter a propagação de vírus neste mundo cada vez mais pequeno, mas a primeira pessoa infectada deve ser tomada como uma declaração de guerra sem pré-aviso e a guerra deve começar naquele exacto momento, ser total e o alerta bem audível para que se salvem todas as vidas e se minimize o impacto económico. Não sendo assim os vírus que no futuro hão-de visitar-nos, muito agradecerão a morabeza cabo-verdiana, ou melhor, ao Ministro de serviço.

domingo, 6 de setembro de 2009

Remédio Santo

Depois de uma semana de mal com a saúde nada melhor do que uma melancia recheada.

domingo, 9 de agosto de 2009

Imprudência.

Hoje apeteceu-me ouvir cantar, por ter ficado a olhar ontem para a televisão um bom bocado a ouvir uma coisa a que chamam "Festival da Baía das Gatas". Agora já me sinto melhor.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Bom Domingo!

(Porto Mosquito - foto de C. Fonseca)

(O nosso almoço neste tranquilo domingo - o divino camarão de Nossa Srª da Luz )

Há muitas dezenas de milhar de anos que o mar nos dá grandes prazeres. Oh mar cá bu caba!!

quinta-feira, 27 de março de 2008

Períodos Complicados.

Quem ouve falar os responsáveis por resguardar a saúde pública em Cabo Verde fica convencido que está a ser travada um luta sem tréguas para melhorar as coisas. Mas não é assim, são centenas de tabuleiros e tachos pelas portas das escolas públicas, hospital, ruas, mercados, cruzamentos, cantos e recantos. Toda a gente bebe água pelo mesmo copo, os pauzinhos das fresquinhas cortados de caixas de fruta abandonadas, os pratos de sopa passados pela água dum balde e todo o tipo de guloseimas e comida que nem se sabe em que condições são confeccionadas. E se entrarmos no cais de pesca é preciso ter estômago, e se andarmos à volta do mercado municipal é preciso ter coragem.Não é preciso reprimir, mas também não é preciso disfarçar com discursos para iludir o Banco Mundial e garantir a gorjeta na “luta contra a pobreza”. A coisa não é fácil nem difícil, dá apenas trabalho, exige dedicação e sobretudo, citando Van der Hagen, pregar um prego de cada vez mas deixá-lo bem pregado. O pior é mesmo quando se aproximam as campanhas eleitorais. Esses períodos atraem muita porcaria.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Bem Comer.

Nova roda dos alimentos

A nova Roda dos Alimentos é composta por 7 grupos de alimentos de diferentes dimensões, os quais indicam a proporção de peso com que cada um deles deve estar presente na alimentação diária:

Cereais e derivados, tubérculos – 28%
Hortícolas – 23%
Fruta – 20%
Lacticínios – 18%
Carnes, pescado e ovos – 5%
Leguminosas – 4%
Gorduras e óleos – 2%