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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O Imutável.



Por estes dias dei um saltinho à Ilha do Sal e fiquei de veras convencido que há coisas que não mudam apenas porque não são obrigadas a mudar, ou ninguém as quer mudar. Espargos está diferente, para melhor, e muita coisa mudou. Por exemplo, passou a haver muitas vias de sentido único e outras foram simplesmente encerradas ao trânsito automóvel. A Vila – desculpe, a Cidade – está mais asseada e melhor ordenada. De certeza que houve muitas outras mudanças para melhor que não tive oportunidade de saber.
No entanto há coisas espantosas. O Mercado e o pelourinho de peixe são os mesmos de há 20 anos para cá, e o novo “Mercado de Peixe” funciona à mesma na rua. Quero dizer, os procedimentos para com a manipulação e venda de peixe são os mesmos de há 20 anos: peixe na rua ou ao ar livre, moscas de muitas espécies e cores, água suja e absoluta indiferença das autoridades sanitárias.
Se um carro circular nas vias reservadas a peões, ou em sentido contrário, ou se estacionar onde não deve, a Lei é clara e a autoridade faz-se sentir num estalar de dedos. Mas a manipulação, conservação e venda de pescado tão importantes para a saúde de todos nós não tem lei nem mando. Bom, não tem para esses vendedores, no Sal ou em qualquer parte do País, e para as estruturas sob a tutela do Estado. Para os outros… claro que tem lei e as “mudanças” são obrigatórias. Acho bem.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Mercados De Peixe

MARL (Mercado Abastecedor da Região de Lisboa) pavilhão do peixe 02:00H

Banca de um supermercado em Leiria - kau mau!

Enguias em Aveiro para o famoso ensopado.

sábado, 10 de outubro de 2009

Excelente.

Já fazia falta uma 2ª Edição. Excelente iniciativa.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Sabores


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Vidas.

Uma lagosta provavelmente com alguns dias encontrada hoje num viveiro em Porto Mosquito. Talvez seja uma Palinurus regius. Transparente e apenas com uma “bolhinha de ar” palpitando no seu interior. Apesar de lhe faltar uma antena que espero volte a crescer, a sua transparência poderá salvar-lhe das mandíbulas de algum sargo ou budião que lhe parecerão, claro, autênticos monstros. No seu código genético tudo está previsto. Ou melhor, quase tudo. Daqui a pouco será devolvida ao mar. Boa sorte!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Tamanho!


Esmoregal (Seriola dumerili) - 52 kg - pescado em Porto Mosquito - Mestre Quim do bote "Pintam Favor". Belo Peixe!

domingo, 24 de agosto de 2008

Makaira nigricans

Espadarte defumado (este tinha 125 kg, o bote que o pescou tem 4 m, o animal veio a reboque) - Porto Mosquito promete!

sábado, 2 de agosto de 2008

Porque Sim. Mas Como?

Todas as questões relacionadas com a salvaguarda dos recursos haliêuticos têm sido, na minha opinião, acompanhadas de informação duvidosa.
O INDP tem divulgado nestes dias por diversos órgãos de comunicação social um texto interessante. Um texto que é bem o espelho da chamada “investigação” em Cabo Verde naquilo que tem a ver com o mar.
Basta ler as “gordas” para se perceber que há qualquer coisa que não bate certo. Se apenas 20% da captura de cavala é artesanal, dizem, que impacto isso poderá ter no eco sistema? Sim, porque 20% da captura não significa, espero eu, 20% da população de cavala que vive nos mares de Cabo Verde.
Mas pelo menos o artigo, ou os “investigadores”, falam verdade. As conclusões baseiam-se no depoimento de armadores, mestres e pescadores e não em números resultantes da pesagem e verificação das capturas nos portos de pesca.
Por muito que se pergunte a um pescador ele sempre dirá que “a coisa está cada vez pior”. Se pudéssemos projectar o gráfico que o texto ilustra por mais 20 anos poderemos ter a certeza que nessa altura a cavala preta seria uma espécie extinta.
Nunca vi, há anos que vou quase todos os dias ao cais de pesca, alguém pesar, medir e classificar o peixe que é desembarcado. Nem há regras de desembarque nem de venda. De resto, a desordem absoluta e a maior das imundices são as regras em vigor no porto de pesca da Praia, não havendo por isso tempo para “miudezas” e procedimentos que nos possam dar uma informação adequada que sirva de base a um trabalho científico sério.
A intenção é boa, mas parece ter sido encomendada pelas conserveiras que nesta altura necessitam de gaiado como de pão para a boca.
Que o defeso se justifica talvez tenha fundamento, mas na minha opinião que se faça a experiência nos 80% das capturas e já agora nos clans transnacionais, até porque os botes (a pesca artesanal, os outros 20%) estão limitados às 3 milhas, que por isso e pela própria estrutura têm um impacto muitíssimo reduzido, talvez menos que qualquer outro predador natural.
Regular sim. Mas nem tanto ao mar nem tanto à terra.

sábado, 29 de março de 2008

Cores Do Paraíso

domingo, 23 de março de 2008

BOMMAR

Porto Mosquito, ontem ao fim da manhã. Cerimónia de lançamento da primeira pedra para a construção da fábrica para defumar peixe.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Peixe Grado E Fresco!




Mercado Municipal em Angra do Heroísmo

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Cores Do Paraíso

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Prazeres De Neptuno

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Prazeres De Neptuno

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Prazeres De Neptuno

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Fundamental.

Para esta nossa Acanthocybium solandri (Serra) que se há-de defumar daqui por três dias, o tempero é também, como canta Heavy H numa bonita canção a propósito de um tema de amor: Fundamental!

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Prazeres De Neptuno.

Serra defumada

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Convite.

Ontem, domingo, às 10H00.

Hoje, às 10H00.
A noite esteve brilhante... e Marte aqui tão perto.
Segue-se a cura em câmara de frio a ar ventilado a 4ºC. Daqui a 12 ou 15 dias os deuses poderão sentar-se à nossa mesa. Estão todos convidados.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Os 2 Desafios

Agora que o nosso projecto corre em pista de consulta pública, para efeitos de aprovação do impacto ambiental, e na fé de que não haja alguém por perto alérgico a peixe defumado, é tempo de dizer duas coisas: uma que o projecto BOMMAR só fará sentido com a obtenção da respectiva Licença de Exportação. Não será difícil, basta que se cumpram os critérios estabelecidos por Lei, vamos trabalhar para isso logo a seguir à concessão. Trabalhar muito!
Foram quatro anos de insistência. Uma parte desse tempo decorreu por falta pontual de dinheiro e não apenas por dificuldades burocráticas, é preciso dize-lo, porque não é novidade para ninguém a necessidade de se aligeirar procedimentos para a realização de negócios em Cabo Verde.
Mas há um desafio muito mais difícil, maior e muito mais interessante do que o primeiro mas não impossível: reproduzir o Acanthocybium solandri em viveiro.
A insistência naquele espaço no Porto Mosquito só tem este objectivo. E este objectivo requer a investigação e o trabalho de campo para uma equipa de dois ou três biólogos cabo-verdianos. Mas é possível! Estará mesmo ao nosso alcance!
Se a BOMMAR e essa equipa conseguir esse feito, algumas coisas podem mudar em Cabo Verde. Até o valor das exportações.

sábado, 13 de outubro de 2007

Anúncio.