sexta-feira, 16 de julho de 2010
Agora que a DGP tomou a iniciativa (mesmo que tímida) de nos proteger de um embargo à vista com uma medida acertada, cai o Carmo e a Trindade. Não se percebe muito bem de que estão à espera armadores, operadores e exportadores para tomarem eles mesmos a iniciativa e defender as grandes solicitações do mercado que dizem ter por toda a Europa. É só arregaçar as mangas e… mãos à obra.
Na Frescomar é tudo mais complicado e a escala pesa, e muito. Por muitos estudos de viabilidade que se façam e contratos que se celebrem, o único contrato decisivo seria com o peixe, mas esse até hoje ainda ninguém conseguiu fazer. Por isso é esperar que se encontrem as melhores soluções.
Uma coisa é certa, apesar de tudo o sector das pescas promete discussão, mudanças e por isso melhores dias.
domingo, 11 de julho de 2010
Canta Meu Irmão!
O patriota que cantar melhor ponha o dedo ao ar!
(Neste momento joga-se a final do mundial de futebol 2010, um dia lá estaremos, se não for na final não será muito longe)
sábado, 10 de julho de 2010
Sem Inspecção Nem Lei.
(in Jornal A Semana -09/07/10)
Clique na imagem para ampliar
Sempre esteve sem inspecção, sem pesagem, sem medições, sem taxas e sem vontade de mudar por ser um ninho de interesses bem protegidos.
Desta vez os efeitos atingiram a saúde de muitas pessoas daí o alarido, mas a contaminação é frequente como não podia deixar de ser.
Claro que toda a gente lava as mãos faltando apenas culpar o colonialismo de má memória. O menos importante é falar do disparate da contaminação dos mares e o mais importante é falarmos da política e reorganização das pescas, de lei e ordem no sector, para que possamos falar de comércio, indústria e exportação.
Este é um bom momento por duas razões: primeiro porque a comunicação social está a cumprir a sua função divulgando os casos e segundo, porque o actual Director Geral das Pescas, recentemente empossado, é uma competência promissora para iniciar mudanças radicais neste sector de vital importância para a economia do País. Basta que se recuse a embarcar neste bote sem mestre e exija procedimentos, pois legislação não falta.
Sem Pés Nem Cabeça.
O que o sector das pescas não precisa é deste tipo de “cerimónias” que só o prejudicam. Já se ofereceu muitos barcos, motores, artes, estruturas e dinheiro e o resultado foi, e é, zero.
Dar não dá certo nem nunca deu. Nem é a função do Estado. O que as pescas necessitam com urgência é de uma política e de um programa nacional. Há anos que se fala nisso e aos anos que se repetem os mesmos erros. Talvez um dia a coisa mude.
Dar não dá certo nem nunca deu. Nem é a função do Estado. O que as pescas necessitam com urgência é de uma política e de um programa nacional. Há anos que se fala nisso e aos anos que se repetem os mesmos erros. Talvez um dia a coisa mude.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Mercados De Peixe
MARL (Mercado Abastecedor da Região de Lisboa) pavilhão do peixe 02:00H
Banca de um supermercado em Leiria - kau mau!
Enguias em Aveiro para o famoso ensopado.
terça-feira, 15 de junho de 2010
sábado, 29 de maio de 2010
SNQ
Decorreu ontem a apresentação do Decreto-Lei nº 8/2010 que estabelece as bases do futuro Instituto que há-de desenvolver e gerir o SNQ, Sistema Nacional de Qualidade, um passo importante para a implementação da Normalização, Metrologia e Avaliação da Conformidade, actividade de Certificação e a de Acreditação. Excelente iniciativa que se enquadra num projecto mais vasto que integra vários países da Região.
Ficou-se a saber que já existem em Cabo Verde sete empresas certificadas, todas elas na área dos serviços. Pelas exposições e experiências relatadas a coisa é mesmo um osso duro de roer mas as mudanças são visíveis e os resultados excelentes para essas empresas que depois têm de permanecer num ciclo de avaliação contínuo e escrutínio apertado para segurarem a Certificação obtida. Com a criação do SNQ muitas outras empresas, espera-se, hão-de aderir a este “novo mundo”.
Seria ouro sobre azul se os diferentes departamentos e serviços da Administração Pública resolvessem aderir também a este “novo mundo” e quisessem certificar o seu desempenho. Cabo Verde seria outro País, ficaria mesmo irreconhecível.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
A Primeira Venda (II)
(In Africa - Infomarket.org - Julho 2005)
"casa arrombada trancas à porta" - por sinal uma frágil tranca sem orientação.
Se, como escrevi no post anterior, é muito difícil ultrapassar a primeira fase da Primeira Venda, mesmo que em alguns casos fosse possível o acompanhamento de perto e o incentivo com a oferta de melhores preços pelo pescado a alguns mestres pescadores, a fase seguinte é, de momento, impossível de ultrapassar. O País não dispõe de estruturas adequadas, nem regulamentação, para a Primeira Venda. Sempre se falou da “aposta no sector das pescas” com vista à exportação e consequentemente o aumento do seu peso no PIB, mas as intervenções nunca foram na direcção certa. Muitos estudos, muitas sensibilizações, workshops, ateliês, visitas, viagens, subsídios, apoios e discursos. Mas no crucial não se tocou: a Primeira Venda.
Não é necessário que se pense em Lotas, não fazem falta e só complicam. No entanto é imprescindível dotar o País de estruturas simples mas funcionais onde se façam as descargas e o controlo sanitário do pescado em todos os portos possíveis. Casas do Peixe onde se efectua a Primeira Venda que significa pesar, verificar, monitorizar, certificar e cobrar uma taxa pela venda e pela compra para que o Estado possa financiar a manutenção dessas estruturas e o seu bom funcionamento e onde os pescadores, por exemplo, possam ver amortizados os seus empréstimos à banca ou outras estruturas de crédito, em função das capturas, pois como é sobejamente sabido ninguém vai pagar atempadamente o que deve e foi por isso que ficaram dezenas de embarcações por pagar, falidas e destruídas no passado recente.
As Casas do Peixe não servem para amanhar peixe como acontece na imundice chamada Cais de Pesca da Praia, servem para introduzir no mercado o peixe em boas condições de higiene e qualidade. Não servem de ancoradouro mas apenas para a obrigatória descarga do pescado e operações seguintes. Servem para garantir valor ao consumo e à exportação de peixe.
Enquanto não houver uma política de pescas que dê a maior das prioridades à regulamentação e implementação da Primeira Venda será impossível tirar partido deste sector crucial para as exportações em Cabo Verde. O perigo de um novo embargo é maior do que um bote à deriva, salvo seja.
Enquanto não houver uma política de pescas que dê a maior das prioridades à regulamentação e implementação da Primeira Venda será impossível tirar partido deste sector crucial para as exportações em Cabo Verde. O perigo de um novo embargo é maior do que um bote à deriva, salvo seja.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
A Primeira Venda (I)
Em Cabo Verde também existe, a primeira venda, mas sem regras, nem rei nem roque. E esta é uma peça determinante no sucesso das múltiplas actividades no sector das pescas mas sobretudo na exportação que, a seguir à sustentabilidade, é o que interessa ao País.
Os pescadores já descobriram que o gelo é bom para conservar por mais algum tempo o pescado para não terem necessidade de o descarregar logo podendo ficar no porão por mais dois ou três dias, encostados ao cais, a aguardar melhor preço.
Mas o que eles, a esmagadora maioria não descobriram, é que a venda do peixe começa logo que este chega à borda do barco e ainda dentro de água. A adrenalina própria da caça-recolecção fá-los maltratar os animais com fisgas e paus de tal forma que acabam por danificar peças muito valiosas deixando-as com feridas expostas que rapidamente infectarão todo o corpo. Como se isso não bastasse os peixes ficam a acabar de morrer expostos ao ar, ao Sol e ao luar que, não parecendo, é fatal para a conservação de algumas espécies. O gelo é a última coisa, é quando já não há mais nada para fazer.
A consciência do valor reside apenas no sentimento primário da oferta e procura. Se há muito é barato se há pouco é caro. Não estando errada a ideia falta-lhe acrescentar ainda mais valor em todas as circunstâncias. Sempre ouvi pescadores e peixeiras retaliarem-me: este peixe está fresco não precisa de gelo.
Tínhamos possibilidade de “brigar” em mercados tão duros como, p.ex. o de Tóquio mas infelizmente o negócio “morre” à borda dos nossos barcos.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Trigo Do Joio.
Vou continuar aqui mas só a postar peixeiradas e marés afins. Aqui a história é pessoal a partir de hoje. E brevemente a casanova vai dar conta do que o prezado comensal pode escolher no dia a dia na tasca do Plateau para além do que se possa receitar por costume ou referir na rica literatura gastronómica deste e doutros paralelos.
Postado por canoa às 01:47
domingo, 23 de maio de 2010
Sensibilizar.
Desde que Cabo Verde tomou as rédeas da sua marcha têm sido às centenas as acções de sensibilização para tudo o que é dificuldade. Saúde, lixo, violência, política e inúmeras causas de toda a ordem. Umas com melhores resultados do que outras, têm sido uma ferramenta que os governantes recorrem com assiduidade para, digamos, apresentar serviço. Nas pescas e actividades relacionadas já se fizeram encontros e explicações sobre tudo o que há para dar, distribuindo à borla caixas térmicas em múltiplos formatos e subsídios para tudo, gelo, motores, embarcações, viagens de estudo, artes, já para não falar nas fortunas gastas em estudos sobre o sector e em estruturas abandonadas.
Resultados? Não pode haver, simplesmente porque a sensibilização está invertida. Não são os pescadores, peixeiras e operadores que precisam de sensibilização. Quem precisa de se sensibilizar é quem tem por tarefa fazer aplicar a legislação ou criar regulamentação. O estado de insanidade e abandono a que se deixou chegar os portos de pesca, estruturas da responsabilidade de todos os governos idos e vindouros, é no mínimo confrangedor e não se percebe por gozam os pescadores e as peixeiras de tantas mordomias.Se é proibido a uma rabidante vender no passeio público ou um comerciante vender produtos fora de prazo pelo que se ordena aparato policial e tema noticioso, não se percebe porque razão um pescador ou uma peixeira não são obrigados a cumprir a Lei em tudo o que diz respeito à manipulação, trato e conservação do pescado. Não só não são obrigados e por isso não cumprem como ainda por cima volta e meia são alvo de “sensibilizações” por conta do erário público para o qual não contribuem com uma espinha sequer.
domingo, 9 de maio de 2010
domingo, 11 de abril de 2010
Obrigado.
Está feita a 1ª parte deste projecto. Por isso é hora de nos separarmos. O contributo da casanova, pequeno restaurante com pretensões a uma tasca decente, foi decisivo. Foi de lá que saiu uma parte importante do dinheiro e da força suficientes para se conceber e erguer a BOMMAR até hoje. Por isso aqui fica formalmente o agradecimento a todos, amigos, clientes assíduos, forasteiros, quantos comeram as nossas modestas iguarias e nos perdoaram algumas falhas. Um obrigado não menos importante a todas as dedicadas funcionárias. Não foi nem será em vão. A obra está feita e o sonho vai continuar. O nosso objectivo é construir uma vida melhor para nós, para quem há-de trabalhar na fábrica, e um digno prestígio para Cabo Verde. Obrigado.
22-03-2008 (lançamento da primeira pedra)
04-04-2010
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Praia Minha Meu Santiago 2010
Três são poucos e nove não são todos.
Por isso desejo que,
-não se concretize o velho, caduco e predador projecto de vender (ou trocar por “parcerias estratégicas” a ZEE Cabo-verdiana seja a quem for. O imenso e rico património marinho pertence a todos os cabo-verdianos vivos e aos que hão-de viver. O futuro pensa-se e guarda-se hoje e este rico património natural não deve ser negociado nem delapidado, mas antes ciosamente guardado, gerido e preservado.
- olhem com olhos de ver, alma culta e vontade política para os verdadeiros espelhos da cultura cabo-verdiana, ou de qualquer outra, que são os mercados. Em qualquer parte do mundo os mercados são o espelho das culturas. É mais que tempo para se limpar a imundice do cais de pesca, dos portos de pesca, dos mercados em geral. Os mercados são grandes escolas de educação cívica, mas é preciso quem dirija.
- não haja distinções para a violência. Violência é violência. Tanto faz doméstica, do género, infantil, urbana, moral, física ou qualquer outra. A Justiça gera a não-violência e por isso deve tratar a violência de forma horizontal e célere. Quanto mais lenta e sem meios se encontrar este pilar central da sociedade mais esta se infecta de violência.
- se industrialize a agricultura com um grande plano de cultivo em larga escala da Jatropha curcas (a velha e histórica purgueira) para que o mundo rural cabo-verdiano veja aumentar os seus rendimentos e a pobreza diminua.
- o Estado continue a dar bons conselhos às empresas privadas e à sociedade em geral mas que dê o exemplo. Poupe energia, dinheiro e recursos e gira melhor do que ninguém as suas empresas e os serviços públicos.
- a tropa deixe de fazer exercícios militares dentro da cidade, com exibicionismos parolos que em nada dignificam a nobre Capital do País que se quer desmilitarizada, culta e cívica.
- à Capitania dos Portos e à Polícia Marítima sejam dados os meios adequados para um bom desempenho e fiscalização na protecção de todo o património marítimo. Como pode alguém não se indignar com o assalto que se está a fazer à bela Baía de Santa Clara!
- o espaço do Taiti seja transformado num belo e frondoso jardim, num belo e saudável pulmão da cidade.
- o coreto da Praça Afonso de Albuquerque não continue silencioso… e escuro. Para que a Cidade venha para a rua.
- olhem com olhos de ver, alma culta e vontade política para os verdadeiros espelhos da cultura cabo-verdiana, ou de qualquer outra, que são os mercados. Em qualquer parte do mundo os mercados são o espelho das culturas. É mais que tempo para se limpar a imundice do cais de pesca, dos portos de pesca, dos mercados em geral. Os mercados são grandes escolas de educação cívica, mas é preciso quem dirija.
- não haja distinções para a violência. Violência é violência. Tanto faz doméstica, do género, infantil, urbana, moral, física ou qualquer outra. A Justiça gera a não-violência e por isso deve tratar a violência de forma horizontal e célere. Quanto mais lenta e sem meios se encontrar este pilar central da sociedade mais esta se infecta de violência.
- se industrialize a agricultura com um grande plano de cultivo em larga escala da Jatropha curcas (a velha e histórica purgueira) para que o mundo rural cabo-verdiano veja aumentar os seus rendimentos e a pobreza diminua.
- o Estado continue a dar bons conselhos às empresas privadas e à sociedade em geral mas que dê o exemplo. Poupe energia, dinheiro e recursos e gira melhor do que ninguém as suas empresas e os serviços públicos.
- a tropa deixe de fazer exercícios militares dentro da cidade, com exibicionismos parolos que em nada dignificam a nobre Capital do País que se quer desmilitarizada, culta e cívica.
- à Capitania dos Portos e à Polícia Marítima sejam dados os meios adequados para um bom desempenho e fiscalização na protecção de todo o património marítimo. Como pode alguém não se indignar com o assalto que se está a fazer à bela Baía de Santa Clara!
- o espaço do Taiti seja transformado num belo e frondoso jardim, num belo e saudável pulmão da cidade.
- o coreto da Praça Afonso de Albuquerque não continue silencioso… e escuro. Para que a Cidade venha para a rua.
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Fico por aqui, até que haja fumo branco em Porto Mosquito. Haja saúde!
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
sábado, 14 de novembro de 2009
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Uma Morabeza Muito Cara.
De regresso deparo de novo com uma imensa balbúrdia, a mesma que em 1995 mas agora mais aparatosa e dispendiosa, e a triste notícia de que algumas vidas se perderam ou se perdem. Anúncios, avisos, propaganda, outdoors , campanhas de limpeza, conferências, declarações, camiões numa correria desenfreada uns com entulhos e lixo outros com árvores abatidas sem dó nem piedade. Tudo serve de negócio no meio da confusão que pelo meio também enaltece a eficácia de muito voluntarismo e boa vontade.Mas o que é espantoso é que ao primeiro sinal, ao primeiro caso, ao primeiro alerta nada se faz. Ou melhor, faz-se a tradicional declaração oficial: “não há motivo para alarme, a situação está sob controlo.” que traduzido significa: “o vírus foi detido para identificação e neste momento aguarda julgamento em liberdade”.
Foi assim com a Cólera, com o H1N1 que por sorte nossa não gosta de calor, e agora a Dengue. Primeiro o vírus instala-se com calma, agradece a morabeza e depois propaga-se quando lhe apetece.
Todos sabemos que é impossível deter a propagação de vírus neste mundo cada vez mais pequeno, mas a primeira pessoa infectada deve ser tomada como uma declaração de guerra sem pré-aviso e a guerra deve começar naquele exacto momento, ser total e o alerta bem audível para que se salvem todas as vidas e se minimize o impacto económico. Não sendo assim os vírus que no futuro hão-de visitar-nos, muito agradecerão a morabeza cabo-verdiana, ou melhor, ao Ministro de serviço.
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