quarta-feira, 12 de agosto de 2009
domingo, 9 de agosto de 2009
Imprudência.
Hoje apeteceu-me ouvir cantar, por ter ficado a olhar ontem para a televisão um bom bocado a ouvir uma coisa a que chamam "Festival da Baía das Gatas". Agora já me sinto melhor.
sábado, 8 de agosto de 2009
Quem Pergunta Não Ofende.
(clique na foto para aumentar)
Por que razão as empresas privadas são alvo de inspecções sanitárias cheias de aparato, muitas vezes mediático, e muito bran-bran, e as empresas e instituições da responsabilidade do Estado não? Será que a saúde pública mora apenas nas empresas privadas? A Inspecção Geral das Actividades Económicas (IGAE) não sabe onde fica o Cais de Pesca da Praia? Ou a Lei não é para todos?
Fiscalizar e exigir procedimentos civilizados de higiene a todas as empresas privadas, significa defender a saúde pública e essas mesmas empresas. Não fazê-lo nas empresas e instituições do Estado significa que a miséria deve compensar para quem vive da máquina do Estado. Sem ofensa, claro!
Fiscalizar e exigir procedimentos civilizados de higiene a todas as empresas privadas, significa defender a saúde pública e essas mesmas empresas. Não fazê-lo nas empresas e instituições do Estado significa que a miséria deve compensar para quem vive da máquina do Estado. Sem ofensa, claro!
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
AQUI D'EL REI!
Ninguém pára a extracção de areia em Baía de Nª Senhora da Luz. Lá mandam os donos da pobreza, a impunidade e o crime ambiental num dos mais antigos santuários de biodiversidade de toda a macaronésia. Até quando? Enquanto lá houver areia e o Ministério do Ambiente continuar muito ocupado em atelieres, workshops, oficinas, simpósios e promoção mediática. E também, claro, enquanto fizerem falta alguns votos.Postado por canoa às 08:00
Marcadores: Ambiente, Património
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Imagens Deste Mundo.
Ao arrumar as "gavetas" da caixa de correio dei com estas belas imagens de Nuno Sá enviadas em Abril por Jorge Bruno. Obrigado. Magnífico trabalho.Postado por canoa às 17:14
Marcadores: Fotografia
domingo, 2 de agosto de 2009
O Gesto Diz Tudo.
Malam Bacai Sanhá foi eleito sem espinhas. Fez muito bem a comunidade internacional em não abandonar o barco, aguentar a tempestade e acreditar, como sempre, que há uma larga maioria de pessoas de bem que teimam em acertar o passo à Nação Guineense com a democracia, o estado de direito e a prosperidade económica.Dito isto, muitas vezes dito, é preciso que se diga e se anote um grande sinal, qual presságio, de uma grande vontade que tudo seja diferente. Malam Bacai Sanhá antes de ser empossado legítimo Presidente, virá, disse, a Cabo Verde convidar formalmente o País a estar presente na sua posse oficial.
Eu sempre pensei, e continuo convencido, que estes dois países irmanados pela história constituirão num futuro próximo um cadinho de muitas experiências inovadoras e um tear imenso de mútuos investimentos. Cabo Verde beneficiou da insularidade que lhe permitiu tranquilidade para criar muitas estruturas importantes e uma democracia sem dúvidas, a Guiné-Bissau beneficia da sua imensa capacidade em recursos naturais e sobretudo duma vontade popular desejosa e consciente em acertar o passo do País com a democracia.Cabo Verde há-de entender o gesto e no dia da tomada de posse de Malam Bacai Sanhá, Pedro Pires aterrará em Bissau com um avião cheio de empresários, universitários, poetas, médicos, deputados, ministros, enfim, gente que comece a falar finalmente, e a sério, num futuro comum a construir por uma juventude sem teias de aranha na cabeça.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
O Estado Da Nação.
Agora vivemos num sistema pluripartidário, isto é, os que representam o povo são eleitos por voto secreto e não de braço no ar e também representam partidos diferentes. Mas os tiques de poder são os mesmos de sempre. A cola que os apega aos assentos da Assembleia é a mesma agora como era há trinta anos. A maioria deles transformou o estatuto de deputado em profissão para o resto da vida. Para ajudar a inutilidade da esmagadora maioria das discussões eles, quase todos, conhecem-se desde a escola primária, são primos, vizinhos, compadres e alguns foram criados na casa uns dos outros. Isto tem vantagens e desvantagens. A desvantagem é que passam a maior parte do tempo em picardias e desgarradas de rapazinhos como quando brincavam à bola perto de casa deixando a discussão do Estado da Nação para nós. A vantagem é que a discussão não passa daí. Talvez fosse mais proveitoso passar a discussão do Estado da Nação para fora da Assembleia. Não seria má ideia. Usando uma linguagem ministerial muito em voga, a democracia registaria ganhos. quarta-feira, 29 de julho de 2009
terça-feira, 21 de julho de 2009
quarta-feira, 15 de julho de 2009
terça-feira, 14 de julho de 2009
Coisas Sem Interesse
Podemos por enquanto registar a escrita, a imagem, o objecto, o som. Mas o odor, o sentimento, a emoção e o tempo não. Essas são coisas só nossas que desaparecem connosco. Podemos tentar descreve-las mas não conseguimos dar-lhes uma interpretação ou uma “imagem”. São como um universo imperceptível para os outros apesar de muito próximo dos seus próprios universos. É o mundo que herdamos desde que nascemos até ao último instante. Só nosso. Uma experiência única.
Extrenato na Ilha de Santa Maria, Açores - 1965. A Escola tinha o espaço e o tempo de sonhar.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
sábado, 11 de julho de 2009
Sem Perdão Futuro
A ZEE de Cabo Verde representa em área 12% da “ZEE” chinesa. É, sem dúvida um dos grandes negócios chineses a ocidente que tem vindo a ser conduzido por aquela emergente potência com a lendária paciência que os caracteriza.
O troco dessa irresponsabilidade cabo-verdiana é (tem sido) umas obras públicas “imprescindíveis”, dizem, ao desenvolvimento do País, bolsas de estudo, aumento do consumo de produtos baratos geradores de economia (paralela) e sobretudo, afirmam, “um trilhar de interesses comuns e fraternos aos dois povos”.
Pelas minhas contas essa fraternidade durará talvez 10 anos. O tempo suficiente para a limpeza em larga escala da ZEE cabo-verdiana.
Tenho esperança que uma grande parte dos bons filhos desta terra, incluindo o Presidente da República, se indigne e impeça tão desastroso negócio para o futuro de Cabo Verde.
Por todo o mundo cada vez mais países impõem apertadas regras na defesa dos seus recursos marinhos numa tentativa desesperada de reparar os grandes erros cometidos no passado século que destruiu irremediavelmente grande parte da biodiversidade marinha no planeta. Em Cabo Verde apenas por preguiça política de reestruturar e repensar o sector das pescas, tão vital para a sobrevivência futura do País, é que se cede ao assédio predador de uma grande potência.
Cabo Verde quando acordar desta anestesia será tarde demais e as gerações futuras não perdoarão tamanha negligência.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Leituras
A sociedade que se convencer estar segura e livre de entrar num processo de autodestruição até à extinção engana-se, mesmo usufruindo de tecnologia, mesmo tendo do seu lado apenas amigos e nenhum inimigo, mesmo que aparentemente não dependa de ninguém e viva em absoluto isolamento está em perigo permanente se não conhecer e gerir muito bem os seus recursos naturais por pouco que os tenha.Como explica o cientista, a pessoa que cortou a ultima palmeira na Ilha da Páscoa não tinha memória de como era a ilha antes de ter nascido, nem os Vikings que se instalaram no lugar a que chamaram “terra verde” Gronelândia poderiam saber que a terra que viam era apenas parecida com aquela que tinham deixado na Europa de então e por isso não suportaria o mesmo modo de vida e costumes, nem os Anasazi puderam desconfiar que uma das cíclicas alterações climáticas que não sabiam existir os ajudaria a uma trágica extinção.
São tantos os exemplos que, com inteligência e autoridade científica, Jared Diamond descreve demonstrando-nos sempre que ao longo da história humana os colapsos de sociedades e civilizações tiveram origem na associação de muitos factores e fenómenos, mas em todas as tragédias esteve sempre presente uma má utilização ou a sobre exploração dos recursos naturais disponíveis.
Hoje parece que nada nos relaciona com os Maias, os Vikings ou os habitantes da Ilha da Páscoa, mas não é verdade. Olhamos um pouco confusos para o Haiti ou para o Ruanda cuja justificação para o genocídio de mais de um milhão de pessoas em poucos dias dizem ter sido de origem étnica. Na verdade as diferenças étnicas foram parte do problema mas a parte menos importante, muito menos importante do que problemas ecológicos, ambientais e a sobre exploração da terra.
Continuamos hoje a sobre explorar globalmente recursos e a cometer muitos dos mesmos erros que os habitantes da Ilha da Páscoa cometeram. Duvido que não tenhamos que arcar com graves responsabilidades e problemas num futuro próximo, mas tenho também a certeza que o movimento para que se mude muita da nossa atitude para com o planeta e a nossa sobrevivência futura é crescente e colossal nos últimos 50 anos como nunca o foi nos séculos que antecederam a nossa existência.
Não é preciso que, por exemplo, aqui em Cabo Verde gritemos pela Amazónia ou a desflorestação no Haiti. Basta que olhemos para os nossos recursos marinhos como coisa valiosa para a sobrevivência dos cabo-verdianos e não deixar que os governos negoceiem esse bem precioso com potências predadoras como a China a troco de umas obras públicas. Basta que olhemos a agricultura e a silvicultura com tanto empenho e importância como se olha para as novas tecnologias ou para o atabalhoado turismo. Basta que guardemos ciosamente a chuva que cai do céu todos os anos e que pensemos no futuro.
Neste livro, Jared Diamonde conta-nos histórias e dá-nos pistas para que possamos reflectir e evitar erros que nos podem tornar, de repente, mais pobres e vulneráveis. Ainda é possível legar às gerações vindouras um mundo melhor e mais seguro. Cabo Verde não se pode distrair ou descartar responsabilidades com a velha morna “nus é piquinote, nus é coitado”.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Mensagem
Fizeram bem os Presidentes José Veiga e Manuel de Pina, o primeiro da Comissão Instaladora e o segundo eleito pela Câmara da Ribeira Grande de Santiago da Cidade Velha empenharem-se para juntar à longa lista da UNESCO a classificação da localidade a Património Histórico da Humanidade. Fez bem a UNESCO aprovar tal classificação não por mérito, como se tem escrito, mas por imposição histórica. Mais tarde ou mais cedo não haveria volta a dar a um dos grandes berços da globalização humana.
À parte a algazarra festiva do povo e alguns “culturais” que não sabem o que significa a palavra património, fez-se a festa que mereceu o divertimento e pouco mais.
Toda a gente acorreu ao arraial incluindo muitos escuteiros da cultura e muitos entendidos em negócios de cultura.
Todos esses escuteiros de ocasião escrevem pomposamente que a Cidade Velha não é património da Humanidade agora, sempre foi. Como se todos os lugares reconhecidos e por reconhecer não o são ou tivessem sido sempre e sem perceberem por isso o que significa a decisão da UNESCO. Com razão enchem o discurso de “o berço da caboverdianidade”, mas desde sempre abandonaram a Cidade Velha à sua sorte e ao absoluto desprezo. Muitos intelectuais e políticos laicos, e a Igreja Católica (Diocese) que agora se põe em bicos de pés pouco, mas muito pouco, fizeram pelo “berço da caboverdianidade” em tudo até na vertente material. Quase tudo é escombros e maus-tratos. E isto também é cultura.
Não é preciso ir muito longe, basta visitar a primeira Igreja Cristã a Sul do Saara, Nª Senhora da Luz nesta Ilha de Santiago, construída muito antes da alternativa Cidade Velha, para nos indignarmos com o desleixo e atentado à nossa memória colectiva, sempre e apenas por desprezo e pobre cultura que a Diocese e os vendedores da cabovernidade de ocasião fazem ao nosso património colectivo.
A Cidade Velha é apenas um dos patrimónios cabo-verdianos, neste caso um património da história de muitas e diferentes culturas e vivências humanas. Mas Cabo Verde, ele próprio, tem que mudar de atitude e resguardar, estimar e proteger muitos outros patrimónios: os seus recursos naturais marinhos e agrícolas, ou seja, os seus recursos renováveis e, acima de tudo o maior de todos os seus recursos, as pessoas.
A inscrição da Cidade Velha no rol de património histórico da Humanidade vai ajudar a mudar a imagem que os cabo-verdianos têm de si próprios. Também por isso a decisão da UNESCO foi importante.
À parte a algazarra festiva do povo e alguns “culturais” que não sabem o que significa a palavra património, fez-se a festa que mereceu o divertimento e pouco mais.
Toda a gente acorreu ao arraial incluindo muitos escuteiros da cultura e muitos entendidos em negócios de cultura.
Todos esses escuteiros de ocasião escrevem pomposamente que a Cidade Velha não é património da Humanidade agora, sempre foi. Como se todos os lugares reconhecidos e por reconhecer não o são ou tivessem sido sempre e sem perceberem por isso o que significa a decisão da UNESCO. Com razão enchem o discurso de “o berço da caboverdianidade”, mas desde sempre abandonaram a Cidade Velha à sua sorte e ao absoluto desprezo. Muitos intelectuais e políticos laicos, e a Igreja Católica (Diocese) que agora se põe em bicos de pés pouco, mas muito pouco, fizeram pelo “berço da caboverdianidade” em tudo até na vertente material. Quase tudo é escombros e maus-tratos. E isto também é cultura.
Não é preciso ir muito longe, basta visitar a primeira Igreja Cristã a Sul do Saara, Nª Senhora da Luz nesta Ilha de Santiago, construída muito antes da alternativa Cidade Velha, para nos indignarmos com o desleixo e atentado à nossa memória colectiva, sempre e apenas por desprezo e pobre cultura que a Diocese e os vendedores da cabovernidade de ocasião fazem ao nosso património colectivo.
A Cidade Velha é apenas um dos patrimónios cabo-verdianos, neste caso um património da história de muitas e diferentes culturas e vivências humanas. Mas Cabo Verde, ele próprio, tem que mudar de atitude e resguardar, estimar e proteger muitos outros patrimónios: os seus recursos naturais marinhos e agrícolas, ou seja, os seus recursos renováveis e, acima de tudo o maior de todos os seus recursos, as pessoas.
A inscrição da Cidade Velha no rol de património histórico da Humanidade vai ajudar a mudar a imagem que os cabo-verdianos têm de si próprios. Também por isso a decisão da UNESCO foi importante.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
terça-feira, 23 de junho de 2009
Percebe-se?
Por cá nem deu tempo para haver "casos supeitos" foram logo três duma vez confirmadíssimos na Assomada. Uma das crianças foge do hospital com a mãe e embarca para a Ilha Brava e o Ministro da saúde vem dizer-nos que não há motivo para alarme, que está tudo sob controle, que o ministério continua atento, que "estamos preparados" e que o H1N1 não mete medo a Cabo Verde. Conclusão, lá terá que vir mais uns dinheiros da comunidade internacional para minimizar os efeitos da desgraça que se aproxima.
"...e no que concerne à terra, fazer com que as famílias têm acesso a ela, porque a maioria parte das terras em Cabo Verde pertencem ao privado e muitas famílias precisam de terra para cultivo, particularmente as mono parentais», advertiu." Depois de não se perceber para que serviu mais este "atelier", não se percebe se a ideia é propor uma reforma agrária do tipo a "terra a quem a trabalha".
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